A Franco-Maçonaria (Origem-História-Influência)

A Franco-Maçonaria (Origem-História-Influência)

Disponível: Sem estoque

Autor: Robert Ambelain

Livro Usado

Frequentemente mal compreendida pelo público leigo quanto à sua verdadeira natureza filosófica, quanto às suas reais origens históricas e políticas, e até mesmo no âmbito de seus próprios historiadores, no que se refere à cronologia de suas origens...
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Frequentemente mal compreendida pelo público leigo quanto à sua verdadeira natureza filosófica, quanto às suas reais origens históricas e políticas, e até mesmo no âmbito de seus próprios historiadores, no que se refere à cronologia de suas origens, a Franco-Maçonaria constitui-se, há séculos, numa entidade altamente participante da história política e social do Ocidente. Exemplos dessa participação ativa podem ser facilmente pinçados, ao primeiro golpe de vista, da Idade Média tardia às lutas da Resistência francesa, dos países do Leste europeu às três Américas, invadindo até as mais recentes manchetes da história da era do vídeo. Um aspecto muitas vezes descurado, e, não obstante, fundamental para a compreensão em profundidade do fenómeno Maçonaria, é o que envolve sua rica e complexa simbologia. Essa riquíssima gama de signos e símbolos radica em culturas e tradições as mais antipodais, da Cabala oriental à numerologia pitagórica, dos caldeus e babilónios à simbologia esotérica da Igreja Medieval, Robert Ambelain, intelectual, historiador e maçom francês, recentemente falecido, combatente da Resistência e testemunha ocular de um período histórico decisivo para a formação da Europa contemporânea, foi, por todos estes títulos, o autor provavelmente mais indicado para o empreendimento da tarefa que se propôs nesta obra (e noutras sobre o mesmo tema): traçar uma história abrangente da Franco-Maçonaria, deslocando-se, com perfeita segurança, do reino dos fatos historicamente atestáveis ao das conotações do inconsciente coletivo e dos significantes universais A preocupação do historiador, aqui, mescla-se constantemente com a do exegeta: restabelecer o significante do símbolo assimilado, para que ele st revitalize permanentemente, ao invés de ter seus contornos esvaídos no mecanismo trivial da repetição. Trata-se, pois, de uma obra fundamente para o Maçom atento, tanto quanto par o leitor curioso, pois a curiosidade é a mola mestra de todo conhecimento.
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Sumário
Nota do editor. O Autor 19

Introdução. O porquê desta obra 21

Glossário dos principais termos maçónicos  24

I  A Franco-Maçonaria 12
Origens remotas Aspectos diversos na história A Confraria na Inglaterra As lojas operantes A recepção de membros 'aceitos' no século XVI Nascimento da Maçonaria Especulativa As lojas militares nos séculos XVII e XVIII, em Saint-Germain-en-Laye A politização da maçonaria nos séculos XIX e XX em determinadas jurisdições

II  A lenda de Hiram  41
Colhida por Gérard de Nerval em Istambul, no bairro dos fun-didores Tema luciferino da narrativa completa Ignorada pela antiga Maçonaria Operante, ela só aparece em 1723 com a nova Grande Loja de Londres

III A lenda de Hiram: evangelho luciferiano  46
Os Cainitas do deserto do Sinai Ferreiros e fundidores de Ma-dian O sogro de Moisés é seu iniciador em certas tradições O templo de Serabit no Sinai A tradição cainita espalha-se pela bacia do Mediterrâneo Oriental e chega a Roma Naassenianuí,, Ofitas e Setianos e a constituição de uma corrente gnóstica toda especial Penetram na classe servil entre os cristãos

IV A encruzilhada de 1723 54
Os dois caminhos do Orftsmo O Yin e o Yang do Tão A serpente sobre o tau Os dois Princípios afirmados pela metafísica
da Geometria A tradição cristã da origem do Mal: os dois Adolescentes O querubim de Ezequiel Percepção e projeção segundo C G fung Os símbolos, os arquétipos, as Ideias Eternas de Platão Rejeição dos ferreiros e forjadores nos meios primitivos Caráter ''sinistro' de suas atividades Os sacrifícios sangrentos nos fornos Um manuscrito do século XIV, em árabe, transcrito em hebraico, conta a lenda de Hirarn Com o novo grau de Mestre, ela fará desviar-se a maçonaria tradicional Revolta dos maçons tradicionais

V Os discípulos maçónicos de Babeuf 67
Babeuf, Buonarotti e o Complô dos Iguais Seus discípulos: Blanqui, Proudhon, Élie, Élisée e Paul Reclus, Raspail Sua divisa: 'Nem Deus Nem Mestre!' Penetração da corrente ateísta e revolucionária na Franco-Maçonaria francesa Os cismas sucessivos A falsa fórmula: 'O Maçom livre na Loja livre'

VI  A  transmutação oculta do Companheiro  75
A estação deitada nas ordenações religiosas A prosternação A estação deitada no rito da Mestria maçónica A morte simbólica do Companheiro A ressurreição de Hiram na alma do novo Mestre O Ouroboros, ou uma corrente magnética desconhecida Sua influência na estação deitada

VII A genealogia de Hiram 81
Hostilidade dos Maçons ingleses tradicionalistas contra a 'morte de Hiram' no ritual da Mestria A tradição judaica do di-bouck Filiações de Hiram segundo a Bíblia e segundo o Zohar Samaél, príncipe do Mal Seus aspectos femininos: Lilith e Nae-ma No domínio das ideias eternas de Platão, isso corresponde à
Revolta-Princípio Seus símbolos, seus mitos e suas lendas

VIII A data simbólica da morte de Hiram  87
Ela só aparece no século XIX Alguns autores garantem que diversas formações maçónicas operativas inglesas comemoravam-na anteriormente A data de 2 de outubro demonstra que se trata da criação de um mito solar que tinha suas bases na tradição astrológica Os sacrifícios de fundação dos maçons construtores daria a entender que o assassinato legendário de Hiram dissimula um desses sacrifícios? Por que a lenda o diz inumano sob o Santos dos Santos do Templo de Salomão? Houve crime ritual quando da colocação da primeira pedra da catedral de Strasburgo?

IX  A excomunhão por Clemente XII 93
Algumas corporações viram seus ritos de filiação condenados na história Concílios de Rouen (1189), de Avignon (1326), sentença da Sorbonne (1648 e 1665) A Maçonaria Operativa só o foi na Inglaterra em 1738, por Celmente XII, em seguida à publicação das Constitutions de Anderson (Londres, 1723) O Papa João Paulo II renovou-a a 26 de fevereiro de 1983 A impossibilidade de a Igreja Católica admitir os ritos da Franco-Maçonaria

X O segredo dos Companheiros 98
A Igreja tem seu segredo, que os bispos juram respeitar no dia de sua sagração A Franco-Maçonaria tem o seu? Isso é certo, mas os Maçons o ignoram, ou recusam-se a encará-lo e a defini-lo Ele reside, inicialmente, em conhecimentos libertadores e em processos de ação oculta Em seguida, concretiza-se no conhecimento da filiação mítica atribuída a Hiram

XI  Os reis Franco-Maçons  102
Desde o século VII, os reis da Inglaterra e da Escócia protegeram a Maçonaria Operativa, que não hesitaram em comandar Importância da dinastia dos Stuarts Elementos femininos na Maçonaria Operativa dessas épocas Guilda de Norwich (1375) Arquivos da loja imemorial de York (1693) Os reis iniciados: James I, Charles I, Charles II, James II, Anne Stuart, )ames III, Charles IV, todos Stuarts Seus éditos de tolerância Na França, quatro soberanos 'receberam a luz' no seio de Lojas maçónicas, geralmente sem praticar depois Luís XV, Luís XVI delfim, o Conde de Provença (Luís XVIII), o Conde de Artois (Carlos X), o Duque de Berri (herdeiro do trono), membro ativo do Grande Oriente de França

XII  O tabu do cadáver  118
O Judaísmo condena, com severidade absoluta, o contato com cadáveres, ou com elementos anatómicos, não sendo tal contato seguido de uma purificação legal É o que acontece no ritual do grau de Mestre, mesmo simbolicamente Quem teria pois sugerido aos protestantes Anderson e Désaguliers um tal ritual? Papel de Hain Samuel Jacob, conhecido pelo nome de Falk-Schek, mágico judeu estabelecido em Londres, nos meios maçónicos em caráter esotérico Manassés ben Israel, amigo de Crom-well Os Príncipes do Exílio, sua influência sobre determinadas personalidades maçónicas francesas A magia de Falk-Schek em favor de Philippe de Orléans, futuro Êgalité, contra Luís XVI e os Bourbons Perigos de um desdobramento da personalidade em seguida ao ritual do grau de Mestre

XIII A ruptura com a Tradição 127
Irregularidade da  Grande Loja de Londres,  que repercute  na Grande Loja da Inglaterra e depois na Grande Loja Unida da Inglaterra Quem era James Anderson, capelão da  Igreja presbiteriana escocesa? Ignora-se onde e quando foi iniciado Não
o eram os capelães de loja nem os médicos de loja Anderson funda uma loja e inicia por conta própria sete profanos, entre os quais Désaguliers e o duque de Montaigu, futuro Grão-Mestre A Maçonaria Operativa de Londres coloca sob interdição essa loja irregular Os irregulares fundam então a Lodge of Antiquity, loja-mãe de outras lojas, também irregulares Quem era Désaguliers? Importância de seu papel comparativamente ao seu real valor intelectual Seu filho luta contra a França em Fontenoy nas fileiras inglesas

XIV As lojas militares  138
A vida militar da época A fraternidade de armas Importância
do baixo escalão da oficialidade (sargentos) Interesse da iniciação operativa para os oficiais e oficiais inferiores: fortificações de campanha, fortalezas, etc As lojas militares stuartistas de Saint-Germain-en-Laye durante o exílio do rei Jacques II Os regimentos de Dillon, de Walsh, de Royal Êcossais, o regimento de Lally de Tollendal, o regimento de O'Gilwy, o regimento de Albany A loja-mãe stuartista dita de Hérédom ficava em Saint-Germain-en-Laye e não em Kilwinning, na Inglaterra A Maçonaria stuartista nada mais é que o Rito Escocês Primitivo atual (Early Grand Scottish Rite)

XV Os Mestres Escoceses 151
Quem é Santo André, seu patrono? Trata-se de Lázaro, o ressuscitado do evangelho de João, o único a falar nisso Esoterismo desse patronato Privilégios dos Mestres Escoceses dessa época A Franco-Maçonaria francesa do século XVIII é de filiação stuartista, e pois de orientação católica, e a Franco-Maçonaria inglesa desse período é protestante, ou simplesmente deísta Mas os Mestres Escoceses têm uma tradição secreta Quid dos Rosa-Cruz do Grande Rosário? Um misterioso anel para esse grau de Mestre Escocês

XVI  Um ritual de Mestre ignorado  164
Quem era Martinez de Pasqually? Juiz convertido de origem, não era nem maçom, nem escudeiro, nem ex-oficial dos Guardas valões A investigação da Grande Loja de França da época é concludente em seus processos verbais Sua inclusão no índice: ele vive da Franco-Maçonaria Em compensação, detém todos os arcanos de uma magia poderosíssima, bem como a tradição judaica esotérica dos Jubilados Possui um vago conhecimento de um ritual stuartista da Mestria, elaborado em oposição ao de 1723 em Londres

XVII  Franco-Maçonaria e espiritualismo  170
As atividades espirituais são necessárias ao nosso espírito, como a alimentação material para nosso corpo de carne Importância da oração para colocar-nos «m osmose com o plano divino Existe uma verdadeira alquimia espiritual, que se apoia numa técnica

XVIII  O ostracismo da letra B 176
As diversas religiões exigem de seus sacerdotes uma integridade corporal absoluta Os missionários mutilados pelos selvagens não podem mais exercer seu sacerdócio A Franco-Maçonaria dos séculos passados recusava os gagos, os vesgos, os coxos, os corcundas, os libertinos, mas, ao contrário da Igreja Católica, aceitava os bastardos Motivos dessas recusas As chaves de sua explicação na astrologia

XIX  Marxismo, ditaduras e Franco-Maçonaria 180
A proibição de filiação dos membros do Partido Comunista à Franco-Maçonaria, no congresso da Internacional Comunista de 1922 Essa proibição estende-se até 1945 A última loja maçónica descoberta na Rússia em 1927 O Venerável (presidente) é fuzilado, os membros seguem para a Sibéria Autorização do Partido Comunista francês de filiação à Franco-Maçonaria, a 4 de outubro de 1945 Desejo de infiltração ou parte do PC O que é, juridicamente, a ditadura do proletariado Uma nova aristocracia e uma nova plebe servil A Nomenklatura Ditadura do Comité Central em todos os domínios Pelo contrário, os regimês totalitários — nazismo, fascismo, franquismo — são a réplica disso em diversos níveis, e foram, em suas origens, eivados de motivações diferentes

XX  Os antigos deveres da Franco-Maçonaria 192
Na Idade Média, só os caçulas da nobreza pobre podiam ter acesso, na Inglaterra, às corporações de talhadores de pedra ou de carpinteiros, e tornar-se Mestre de loja Ordenações dos maçons de York (1352, 1370, 1409) Ordenações dos maçons de Londres (1356) Ordenações da guilda dos Carpinteiros de Norwich (1375) Ela prevê a presença de Irmãos e Irmãs O chamado manuscrito 'Royal', do fim do século XV O manuscrito Cooke (1430) O manuscrito de William Watson (1687) O manuscrito Tew (1680) As versões impressas do século XVII: 1689, 1690, 1701, réplicas de um manuscrito do século XIII Anderson inspirou-se nalguns deles, mas suas Constitu-tions, impressas em 1723, não refletem o espírito das antigas 'obrigações' operativas

XXI  Os antigos rituais operativos  203
Transmitia, por 'meias palavras', um ensinamento esotérico Quem fosse capaz, saberia traduzi-lo Filosofia e metafísica da Geometria Esoterismo dos teoremas de Euclides A tradição alexandrina: Amonios Saccas e seus discípulos: Plotino, Pórfiro, Jâmblico As perseguições cristãs contra o neoplatonismo em Alexandria Destruição do Serapeion e incêndio da biblioteca O linchamento de Hipátia, filha de Teón Ritos da recepção do Aprendiz, do Companheiro e do Mestre de loja Ritos de ativi-dades de uma loja: fundação, abertura e encerramento dos trabalhos Ritos secretos da 'pedra fundamental' e da 'pedra principal da abóbada' A Terra Mãe e o Céu Pai A 'bandeira' e o 'buque' dos maçons modernos

XXII  A Franco-Maçonaria jacobita, também chamada stuartista  215
Os Estatutos de 1720, anteriores aos de Anderson O complemento de 1722 Papel dos Grão-Mestres de loja Formas de escrutínio em loja

XXIII  O Conselho Supremo dos Ritos Confederados  232
Sua fundação, em 1845, em Edimburgo Seu papel de conservador de ritos antigos e esquecidos Esses ritos: Early Grand Scoítish Rite (Rito Escocês Primitivo), Royal Order of Scotland (Ordem Real de Escócia) Rito de Cerneau As lojas e capítulos de 'tradição', células conservadoras desses ritos esquecidos, semelhantes às 'companhias de tradição' nos regimentos A loja e o capítulo 'Santo André de Escócia' perpetuam o grau de Cavaleiro de Santo André em filiação direta

XXIV  Irregularidade da Grande Loja de Inglaterra 235
Ciosa da tolerância, a Franco-Maçonaria é necessariamente deís-ta, sem ligação com qualquer religião dita revelada Mas o ateísmo não poderia ser admitido, nem tampouco o materialismo Existência de Deus e imortalidade da alma devem continuar a ser os elementos de base da iniciação maçónica Cará-ter infinito e ilimitado do Espaço, cará ter finito e limitado de nosso Universo Existem outros Universos além do nosso? O número deles é infinito? Estão eles em formações ordenadas? Existe um deus do Mundo!

Conclusão  242
— Cada um desses capítulos foi redigido de forma a constituir um todo, permitindo obter-se uma exposição completa O que por vezes implica em-certas repetições no domínio das referências, repetições que serão igualmente marcos mnemónicos no espírito do leitor, ou mesmo dum eventual conferencista
Informações Adicionais
Livro USADO. Texto, gravuras e fotografias íntegros. 

Formato 21 x 14 cm

Editora IBRASA, 2ª Edição, 1990

244 páginas