O Livro dos Sonhos de Gagliostro

O Livro dos Sonhos de Gagliostro

Disponível: Sem estoque

Autor: Gagliostro
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Em tempos antigos, tinha-se como certo que os sonhos traziam mensagens ou avisos sobre acontecimentos que já estavam tendo lugar ou prestes a ocorrer no mundo exterior. Com o surgimento da concepção científica, essa ideia foi considerada nada móis do que superstição primitiva. De vez em quando, os jornais e revistas ainda procuram despertar algum interesse em histórias de sonhos que parecem demonstrar algum tipo de clarividência ou precognição de eventos reais, os quais se encontram distantes da mente consciente da pessoa a quem os sonhos são atribuídos, porém, o público de formação cientifica tende a encarar tais histórias com suspeita, como uma tentativa de se utilizar da coincidência para a retomada da crença em poderes mentais mágicos.

Num nível mais despretensioso, os psicólogos chegaram m reconhecer que todos temos a tendência de projetmr nossos receios, esperanças e desejos sobre o mundo exterior, tendo, portanto, desencorajado as pessoas de buscarem verdades objeti-vas em sonhos que tratam de parentes, amigos e situações da vida real. A atitude de Calvin Hall é bem típica quando afirma: 'O sonho não é um retrato da realidade objetiva e jamais deve ser tratado dessa maneira. Entretanto, ele constitui um preciso quadro da realidade tal qual ela se mostra à pessoa. Essa realidade é chamada realidade subjetiva. Frequentemente a realidade subjetiva de alguém corresponde à realidade objetiva, mas não é possível determinar a amplitude dessa correspondência com base nos sonhos tão-somente.'

Embora eu não deixe de concordar, em princípio, com a afirmativa de Hall, me parece que existe um verdadeiro perigo nesse cuidado dos cientistas e psicólogos, um risco de eliminar elementos importantes, juntamente com a 'água suja'. A moderna pesquisa onírica demonstrou que o conteúdo do sonho provém principalmente de experiências recentes durante a vigília, e meu próprio trabalho forneceu muitos exemplos de sonhos trazendo à tona informações que a mente desperta havia deixado de lado, por causa de preocupações mais imediatas ou talvez pelo fato de a informação ser por demais perturbadora para ser aceita. Em tais casos o sonho poderá nos fornecer preciosas informações a respeito do mundo exterior, e é por esse motivo que julgo ser importante examinar todos os sonhos em busca de elementos de realidade objetiva. Os sonhos poderão, então, atuar como lembretes, avisos, ou mesmo predições; julgo uma tolice ignorar essa possibilidade, da mesma forma que cometer o erro oposto, ou seja, encarar todos os sonhos como revelações exatas sobre pessoas ou situações reais.

O procedimento sensato, como eu o vejo, é encarar qualquer sonho como se pudesse trazer à tona informações reais a respeito dos acontecimentos do mundo exterior, os quais não teriam sido assimilados pela mente consciente durante a vigília, examinando de modo critico qualquer possibilidade de encontrar-se algo. Isso, de forma nenhuma, nega a perspectiva de o mesmo sonho conter informações em outros níveis, e muitas vezes as referências objetivas terão de ser deduzidas do enredo onírico como um todo. Normalmente, tais referências se apresentam, diretamente, mas às vezes aparecem sob uma forma diabólica que necessita ser traduzida antes que a informação se íorne clara. Minha experiência demonstra que onde aparecem essas percepções sublimares, elas muitas vezes podem ser imediatamente úteis à pessoa, mais do que sonhos subjetivos muito mais complexos.

(De O Poder do Sonho de Ann Faraday)
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Livro NOVO.

Formato 19,5 x 14 cm

Editora Eco, 15ª Edição

197 páginas