Mágico Mundo dos Orixás

Mágico Mundo dos Orixás

Disponível: Sem estoque

Autor: José Ribeiro

Livro Usado

Rituais de Raiz * Mitologia dos Totens e Tabus * Tradição lendária através dos séculos * Sincretismo no Brasil
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Descrição

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Por maior que seja a sua dor, por maior que seja a sua tristeza, por maior que seja a sua angústia, por maior que seja a sua decepção — no amor, no trabalho, na política, no esporte e noutras mais atividades, de nada adianta amigo e irmão apelar, suplicar, implorar via direta ao grande e inacessível olorum.

Esta divindade maior, este deus superior entre tantos outros deuses, este senhor do mais alto firmamento, queda seu poder divino em estado de potência: não tem forma — é luz, é força, é energia. Jamais olòrum arriba do campo da pureza onde não ecoa o mais ínfimo ruído terrestre, local onde não penetra o mais sofrido gemido-apelo de gente como eu e tu. Consola-te!

Em eterno estado de graça, nem por um instante infinitamente pequeno este mitológico poderoso deus iorubano entra em sintonia direta a acolher súplicas do ser humano carente de ajuda.

Estando acima do bem e do mal, olòrum é entidade abstraía que dispensa culto, alheio sempre a todo tipo de rituais, não tem representatividade simbólica na imagem de figura humana, vestimenta solene, objeto-to-tem ou ponto riscado. Ainda que assim seja, inda que permanecendo no perene estado de abstração, este maior se f az presente no sólido, no líquido, no gasoso, o que vale dizer, está presente na vida — vida sob qualquer forma de representação. Este super-deus da cultura nagô, o mesmo deus nicasse dos jejes do daomé, zambi em angola e zambiam-pongo no congo, este senhor dos senhores se faz presente, manda e comanda as coisas terrenas através da entidade que o representa, o emissário obatalá, reconhecido por todas as crenças negro-africanas como o orixá maior, comandante supremo da grande corrente de orixás, deidades poderosas, porém deuses menores, cavaleiros-vassalos executores de ações terrenas predeterminadas pela vontade sábia de olòrum.

Cada um desses cavaleiros-vassalos tem sua missão especifica, também poder de decisão e comando incontestável.
Aureolados por uma mitologia rica, mágica e fantástica, os orixás, para os seguidores das várias correntes místicas que formam o universo religioso da negritude africana, têm os seus equivalentes em igualdade de poder nos deuses, semi-deuses e deidades menores que povoaram as colinas de kronos, e mais: indra e kama das crenças indianas, yum-chac, o venturoso deus da cultura maya. Si, o deus lunar dos inças, e o conterrâneo deus tupam que habita o pouco que resta das nossas florestas... Ate quando! Todos figuras de crença e devoção.

As raízes históricas da grande corrente de orixás (segundo estudos e pesquisas, nas várias culturas de nações africanas o número de orixás vai além de seiscentos — no brasil candomblé/umbanda cultuam não mais que dezesseis) no todo formam o panteon das deidades negras que povoam a consciência mágico-mística do povo africano.

Orixás poderosos que cruzaram o atlântico, invisívéis a olho nu, mas alojados nas bases dos mastros e quilhas das abjetas galeotas transportadoras de escravos negros, caçados a laço na costa d'á f rica.

Enriquecer seu conhecimento sobre o significado mágico dos orixás aportados no litoral do nosso país, e tantos outros estranhos orixás que deles pouco sabemos e mesmo os desconhecemos, não há como deixar de mergulhar fundo na leitura atenta deste valioso trabalho que leva o título expressivo de mágico munido dos orixás, que a editora palias lança e recomenda a seus leitores.
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Sumário
Primeira parte: dos mitos e lendas - tradição cultural de grupos étnicos a origem dos deuses — sincretis-mo de crenças heterogéneas/7 mitos e lendas/9 akapalô /9 gunocô (alma de ogum ou arigofe)/10 orna/11 ad-jauto/12 zangbeto/13 tutu-moringa/13 gonga/15 niron-ga/15 o cavalo de janaína/16 costumes africanos/16 ciclo dos totens e tabus/18 como nasceram os orixás/19 a ferradura como talismã/20 assen-ossun/20 tohossus e nessu-huês/21 os dinkas/22 gémeos ibeji e hobo/23 a lenda de xangô/24 um toro para xangô/25.

Segunda parte: dos grupos e figuras varando séculos — no brasil o amálgama afro-indígena-cristão/27 grupos e figuras/29 bijagó (bidyogoj/29 nalu/29 sonin-ké/30 dogon/31 bambará/31 bobó/32 acha n ti/33 loru-ba/33 benim/34 kioko/35 xangô/35 oyá (lansã)/36 hevioso/37 oraniam/38 ogum/41 oxosse/42 exu-eleg-bá/43 ayizam/44 nanã-buruku/45 oxum/46 l ema n já/47 oxumaré (dan)/47 ossanyim (ossãe)/48 sakpata-xapa-nam (omolu-obaluaiê)/49 lôko/50 obatalá-lissa/50.

Terceira parte: dos cânticos e encantos na prática do xirê/53 os toques de atabaques no ritmo das corim-bas/55 exu/57 ogum/61 oxosse/63 omolu/67 ossanyim (ossãej/69 xangô/71 lemanjá/73 lansã/75 oxum/77 nana/79 oxalá/81.
Informações Adicionais
Livro Usado. Textos e gravuras em perfeito estado.

Formato 21 x 14 cm

Editora Pallas, 1ª Edição, 1988

82 páginas